quarta-feira, 15 de abril de 2009

A CRIANÇA E A DENGUE !!

Presidente da Fiocruz diz que a criança é um ser mais vulnerável. No Rio de Janeiro, a doença atinge 85 pessoas por hora, a maioria crianças.

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Na medida em que a dengue avança sobre todo o país, cresce o número de mortos e casos confirmados. No Rio de Janeiro, a doença atinge 85 pessoas por hora, a maioria crianças. Em entrevista ao “Fantástico” em julho de 2007, o médico Carlos Henrique afirmou que elas são as mais prejudicadas.

“Quem está morrendo hoje? Com o avanço da doença, são as crianças, porque elas nasceram e não são imunes. Isso vira um pânico social, as pessoas ficam angustiadas. Quem será o próximo, qual será a próxima criança que vai morrer?”, alertou o doutor.

Menos de um ano depois, a angústia virou realidade. A dengue virou novamente uma epidemia no Rio de Janeiro, confirmada pela Secretaria estadual de Saúde. Nos hospitais, as filas não páram de crescer.

“Há uma revolta muito grande de saber que o meu filho, com saúde, com disposição, uma criança tão boazinha, foi vencido por um mosquito em pleno século 21”, acusa Paulo Roberto Evaristo, que perdeu o filho Daniel, de oito anos.

Segundo o presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Paulo Roberto Evaristo, a criança é um ser mais vulnerável. “Nesses casos, temos uma maior gravidade dos casos de dengue e uma maior letalidade”, explicou.

Em 2006, a epidemia de dengue começou em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Depois foi para Terezina, no Piauí. Este ano, está no Rio de Janeiro. Para o doutor Dráuzio Varella, a geografia da doença acompanha a incompetência das autoridades.

Busca pelo socorro

Paulo Roberto Evaristo contou que o filho começou a ter febre e ficou muito cansado. No dia seguinte, ainda com febre e vomitando, Daniel foi levado pela avó a uma clínica particular da Tijuca, na Zona Norte do Rio. Ele saiu de lá com um diagnóstico e nenhuma dúvida.

“Eu cheguei a perguntar para a médica se não era dengue, mas ela disse que não, que era somente uma virose”, recorda Maria da Conceição Evaristo, avó do menino.

O diretor médico do hospital Prontobaby, Guilherme Sargentelli, disse que Daniel apresentou sintomas de febre com menos de 24 horas e um episódio de vômito que não configurou outro sintoma.

Para o pai do menino, é possível entender que, às vezes, há dificuldade de diagnosticar que seja uma dengue. Mas o que não se pode fazer é descartar essa hipótese, com tantas crianças no hospital com o mesmo problema.

“O médico atendeu, disse que deveria ser um resfriado, porque não tinha nenhum sintoma de dengue. Voltamos para casa e a febre foi se agravando, se agravando, não baixava”, lembra Edineide Souza, mãe de Daniel, que não teve nenhum exame solicitado pelos médicos.

O menino foi mandado de volta pra casa, com uma receita dada pela médica da clínica: um remédio para baixar a febre, um para enjôo, e um soro para hidratação oral. “É tão triste você pegar a agenda e ver a última aula que ele assistiu. E depois mais nada. Acabou”, emociona-se Paulo Roberto.

Sintomas

A dengue é uma virose grave, que pode levar à morte. Por isso, é muito importante saber reconhecer logo a doença. Segundo Varella, ela deve ser suspeitada em todos os casos de febre aguda, acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas:

- Dor de cabeça
- Dor atrás dos olhos
- Dores musculares
- Dores nas juntas
- Prostração
- Vermelhidão no corpo

Diante da suspeita de dengue, todo médico tem obrigação de fazer os exames recomendados na cartilha do Ministério da Saúde: além do exame físico, o médico deve pedir um hemograma com sorologia para dengue e fazer a Prova do Laço. De acordo com o doutor Dráuzio Varella, ele é importante porque reflete a queda do número de plaquetas, muitas vezes a única manifestação visível da forma hemorrágica da dengue.

Varella alerta ainda para aos sinais quando o quadro se agrava:

- Dores abdominais fortes e contínuas
- Vômitos persistentes
- Tontura ao levantar
- Fígado e baço doloridos
- Sangue nas fezes ou na urina
- Extremidades das mãos e pés azuladas
- Pulso rápido
- Agitação ou moleza
- Diminuição do volume da urina
- Diminuição súbita da temperatura do corpo
- Dificuldade para respirar.

Segundo ele, a presença de qualquer desses sintomas indica a necessidade de internação hospitalar urgente. ”Nesta altura, não dá mais para evitar a picada do mosquito, nem a epidemia. Mas é absurdo que alguém, principalmente uma criança, morra de dengue em pleno século 2″, concluiu o doutor Dráuzio Varella.

quarta-feira, 11 de março de 2009

CHOCOLATE E AS CRIANÇAS

Principalmente para as crianças, a Páscoa é celebrada com chocolates. Para a família em que há jovens com diabetes, a ocasião deve ser vista com cautela, mas sem fazer um bicho de sete cabeças. “Acho que os pais devem oferecer os ovos de Páscoa às crianças e adolescentes, explicando a quantidade que poderá ser ingerida por cada uma, já que o plano alimentar é individualizado. Quanto mais restrições e proibições são colocadas, mais a criança e/ou adolescente tentará comer escondido ou em maior quantidade”, sugere a Dra. Cláudia Pieper, endocrinologista e coordenadora de Transtornos Alimentares da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). A dica também é válida para uma família na qual convivam, no mesmo ambiente, crianças e/ou adolescentes com e sem diabetes. É importante que os pais instruam os filhos que todos tem restrições – independente da condição de um ou outro filho. Que tal uma contagem de carboidratos em família?

A Negação da Data

Existe a negação da Páscoa. Pais que, preocupados com o bem estar de seus filhos, entendem que uma conversa franca não é uma boa estratégia. “Às vezes a família pensa que pode negar a situação. Ela tenta de todas as formas fazer de conta que não existe a Páscoa. A negação não é uma boa solução para os problemas. Uma questão importante, nestes casos, é saber de quem é a dor. O jovem apresenta de fato um conflito com a situação de restrição? Ou ele será dos familiares, que sofrem pela restrição imposta ao filho?”, questiona a Dra. Maria Geralda Viana Heleno, psicóloga coordenadora do Acampamento para Crianças e Adolescentes com Diabetes da ADJ/ UNIFESP. Diante de um questionamento partindo dos filhos, a verdade é a melhor saída, de preferência acompanhada de uma conversa franca, com paciência e compreensão.

O Bom e o Mal do Chocolate

Segundo dados da Associação Americana de Chocolates, divulgados no site da Associação Brasileira de Indústria de Chocolates, Cacau, Balas e Derivados (ABICAB), estudos demonstram que o chocolate, quando integrado a um plano alimentar balanceado, não aumenta os níveis de colesterol no sangue. Também desmistifica o fato de que o chocolate e outros doces sejam substâncias causadoras do diabetes e que, tampouco, ele precisa ser completamente evitado por pessoas com diabetes.

“O chocolate é um dos alimentos que constituem uma fonte rica em cobre para o organismo e, também, de substâncias chamadas como antioxidantes. As gorduras que compõe o chocolate ajudam a aumentar o HDL (colesterol bom), além de melhorar o estado de humor da maioria dos que o consomem. A atenção deve ser também redobrada em relação à quantidade de gorduras Trans que o chocolate muito elaborado (com recheios cremosos, por exemplo) pode conter. Essa gordura aumenta o colesterol do sangue”, afirma a Dra. Pieper.

Versões Light, Diet e até Normal

Nessa época do ano, as prateleiras de supermercados e lojas estão repletas de opções. Entre elas as diet, versões de ovos recomendadas ao consumo de pessoas com diabetes, mas nem sempre. “Os ovos light são boas alternativas quando se observam os teores de gordura e a quantidade de calorias. Nos rótulos deve-se procurar ler se contém sacarose (açúcar da cana) ou muita quantidade de frutose. Isto não estaria indicado para o portador de diabetes”, explica a Dra. Pieper.

O chocolate diet revela-se outra boa opção, “caso ele tenha menos carboidratos total em relação ao chocolate tradicional e, no máximo, 5 gramas para 15 gramas de carboidrato”, esclarece a nutricionista Josefina Bressan, coordenadora do Departamento de Nutrição da SBD.

Ao contrário do que se acredita, o chocolate normal não é um produto terminantemente proibido e o seu consumo deve ser associado à utilização do Manual de Contagem de Carboidratos. Segundo a endocrinologista Cláudia Pieper, “uma criança e/ou adolescente que faça uso de insulina ultra-rápida ou da bomba de insulina com a contagem de carboidratos está apta, também, a consumir algum tipo de chocolate não diet”, completa a endocrinologista.

Doces Alternativas

Com o objetivo de servir como ferramenta de apoio aos pais de filhos com diabetes, a equipe do Departamento de Nutrição e Metabolismo da SBD elaborou um cardápio especial de sobremesas para o feriado do domingo de Páscoa, todas com chocolates em seus ingredientes. E o melhor, com receitas que podem ser consumidas sem a tradicional escapadinha do plano alimentar. São quatro receitas saudáveis e nutritivas que, para facilitar, foram divididas pela equipe de nutrição da SBD em três grupos, conforme o adoçante: