domingo, 14 de abril de 2013

Entendendo a febre em cada fase da criança


 
Molduramãe e bebê
A febre é sempre preocupante para os pais quando atingem seus filhos, principalmente os bebês. Por isso, é importante saber que as causas e os sintomas podem ser diferentes em cada idade. “Nos recém-nascidos o aumento de temperatura pode ser causado por desidratação, que pode ocorrer por pouca oferta de leite, comum no início da amamentação, ou excesso de roupa, comum por excesso de zelo da mãe”, explica Kennedy Long Schisler, pediatra na Immune - Clinica & Vacinas e no Hospital Ministro Costa Cavalcanti.
Ainda nos pequenos, a febre também pode vir acompanhada de outros sintomas, como dor abdominal, por exemplo. A pediatra Mariana Franceschini Falavina Grigoletto esclarece que nestes casos a avaliação do pediatra para um diagnóstico é essencial, já que o bebê pode estar com uma simples gastroenterocolite aguda (diarreia), mas podemos também estar diante de um quadro de abdome agudo (apendicite, por exemplo). Assim, observar os detalhes que podem colaborar para o aumento da temperatura nas crianças é uma boa maneira de ajudar o médico em seu diagnóstico.
“O nascimento de um novo dentinho também pode causar a elevação da temperatura, porém de maneira discreta, sem o comprometimento do estado geral e sem necessidade de medicação antitérmica”, observa Mariana.
De acordo com os especialistas, em geral, nos recém-nascidos, uma simples alteração, como agasalhar demais ou deixar o bebê exposto ao sol, pode ocasionar aumento de temperatura corporal, mas como nesta fase da vida a imunidade do bebê ainda não está bem desenvolvida, é sempre importante consultar o pediatra caso a criança apresente febre.
Nas crianças maiores, em fase pré-escolar e escolar, as infecções virais e as infecções bacterianas, como amigdalites, sinusite e pneumonias, são comuns. Estas infecções são acompanhadas de febre e o ideal é consultar um pediatra para avaliar e indicar a melhor conduta.
A febre nas crianças maiores é menos perigosa, pois elas já possuem uma imunidade melhor. Se a criança já tiver mais de três anos, estiver com febre, mas, sem outras complicações e a alteração da temperatura não durar mais de dois dias, muitas vezes não é necessário procurar o pediatra. “A febre está traduzindo defesa, isto é, o organismo está em metabolismo acelerado para produzir uma defesa mais intensa frente a uma ameaça externa”,

segunda-feira, 11 de março de 2013

Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?



A Páscoa é uma das datas mais celebradas em todo o mundo. Independente mente de sua origem e seu significado cristão, são as crianças as que mais se divertem nessa época. As crianças precisam de festas, não só as festas de aniversário, onde elas são o centro de todas as atenções, mas também as festas coletivas, como o Natal e a Páscoa, quando elas dividem a mesma alegria com outras crianças.

Em seus próprios aniversários, as crianças costumam ganhar presentes de seus pais, avós e amigos, mas, na Páscoa, a emoção é ainda maior. Ser lembrado pelo Coelhinho da Páscoa, que nem é da sua família, é um acontecimento realmente muito importante e que promove a sua auto-estima.
Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?
© Eileen Hart / iSock

A Páscoa também estimula a imaginação e a criatividade da criança. Toda fantasia criada em torno do tão aguardado Coelhinho da Páscoa é de extrema relevância durante a infância. É importante estimular nas crianças o fato de que seu sonhos podem tornar-se realidade e que, em toda realidade, também existe um bocado de fantasia.

Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?
Um ovo, dois ovos, três ovos assim!
Lá pelos 2 e 3 anos de idade, as crianças entram no mundo mágico da fantasia, onde vivem as bruxas, as fadas, o Papai Noel e o Coelho da Páscoa. Com o passar do tempo, mais ou menos entre os 7 e 9 anos, a própria criança passa a desenvolver um pensamento mais racional e ela mesma acaba deixando de lado as fantasias, não sendo necessário que os adultos dêem muitas explicações sobre o tema (fonte - Revista Pais & Filhos).
Quando uma criança pergunta ao pai se o Coelho da Páscoa existe, tudo o que ela mais quer é que o pai diga que sim. Quando ela não mais acreditar nisso, certamente ela nem perguntará. Os psicólogos afirmam que crianças que estimulam suas fantasias e imaginação na infância tendem a se tornar adultos mais criativos.
Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?
© Thomas Stange / iStock

As escolas infantis também utilizam a Páscoa com esse intuito. Além de trabalharem a fantasia, tradição religiosa e a história, muitas escolas aproveitam essas datas comemorativas para transmitir uma noção de tempo aos seus alunos – a Páscoa, por exemplo, antecede ao Dia das Mães, que por sua vez antecede a Festa Junina.

Coelhinho da Páscoa, que cor eles têm?
Azul, amarelo e vermelho também!

E daí que coelho não bota ovo!

Tradicionalmente, é o Coelhinho da Páscoa quem traz os ovos para as crianças no domingo de Páscoa, pela manhã. Diz a lenda que a tradição do Coelho de Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães.
Existe também uma outra “versão” para a origem do Coelho da Páscoa. Diz-se que uma mulher de poucas condições financeiras coloriu alguns ovos e escondeu-os em um ninho para dar a seus filhos como presentes de Páscoa. No exato momento em que as crianças acharam os ovinhos, passou um coelho correndo.

De qualquer forma, o coelho é um dos animais mais férteis que existem, trazendo com eles uma idéia de vida nova e abundância. Para muitos, abundância de ovos de chocolate. Alguém se importa?

A grande expectativa das crianças nem sempre está nos ovinhos de chocolate, mas sim, na passagem do Coelho da Páscoa pela sua casa, afinal de contas, de alguma forma ele conseguiu entrar, sem acordar ninguém, e ainda por cima escondeu chocolate nos mais diversos cantos. As crianças também adoram confeccionar, elas mesmas, as cestinhas decoradas com motivo de Páscoa, para que possam guardar os ovos que forem encontrando.

Alguns pais costumam estimular as crianças para preparar “armadilhas” para o sabido Coelho da Páscoa, na noite de sábado que antecede a data. Assim, deixam pelo chão algumas cenouras (ah, o Coelho não resistirá a uma cenoura em minha casa!) ao lado de um pote aberto com farinha de trigo pronto para ser derrubado assim que o Coelho encostar na cenoura.

Nem mesmo uma quantidade enorme de chocolate trará mais alegria à criança do que o simples fato de encontrar, no domingo pela manhã, as cenouras mordidas e pegadas de trigo pela casa. Sim, o Coelho esteve aqui. Agora é só começar a caçada aos ovos, que nem sempre são apenas dechocolate.

Coelhinho da Páscoa, com quem vais dançar?
Com esta menina que sabe cantar!
A indústria de chocolates lucra, e muito, nessa época do ano, e o brasileiro é um consumidor e tanto do produto! Em 2008 o Brasil assumiu o posto de quarto maior consumidor de chocolate do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, da Alemanha e do Reino Unido. A ABICAB (Associação Brasileira da Indústria do Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados) estima a produção de 340 mil toneladas de chocolate em 2008, crescimento de 12% em relação ao ano anterior.

O brasileiro consome em média, 2,4 kg de chocolate por ano – o que equivale à metade do que consome um norte-americano. Com um público cada vez mais “faminto”, os fabricantes vêm diversificando os produtos, principalmente os de Páscoa – cerca de 200 novos produtos foram lançados apenas nessa Páscoa.
Hoje, o chocolate não é mais apenas “chocolate” na Páscoa. Encontramos cascas de ovos e recheios com crispies, cookies, amendoim e até mesmo muitos brinquedos e brindes, atraindo cada vez mais a garotada. Existe também a oferta de chocolates especiais para crianças diabéticas como os lights e diets. Os pais devem ser os responsáveis por orientar seus filhos sobre a quantidade ideal de chocolate que pode ser ingerida. Se houver muita proibição, a criança acabará comendo escondido e, em uma quantidade muito maior.
Ovinhos de gelatina
Para quem não pode ou não quer saber de chocolate nessa Páscoa, aqui vai uma deliciosa (e fácil!) receita de ovinhos de gelatina.

Ingredientes: pacotes de gelatina, água mineral, forminhas para ovos, óleo, papel colorido e fita

Como fazer:
1 - Coloque 300 ml de água na panela e deixe ferver. Adicione o pacote de gelatina e misture bem.
2 - Com a ponta do dedo, passe óleo nas forminhas. Depois, despeje a gelatina e leve para a geladeira por duas horas.
3 - Para desenformar, coloque água quente em uma fôrma de bolo e coloque o recipiente dentro dela, tomando cuidado para que a água quente não cubra as forminhas.
4 - Vire as metades em um prato. Junte-as e embale o ovinho com papel colorido (de preferência, papel alumínio). Em seguida, coloque os ovinhos na geladeira.

Também é possível colocar a gelatina dentro de ovos de galinha. Para isso, faça um furo de 1 cm de diâmetro na casca do ovo, retire toda a gema e a clara e enxágüe bem. Em seguida, despeje a gelatina dentro da casca e coloque para gelar.