segunda-feira, 16 de novembro de 2009

CRIANÇAS ESPECIAIS

Autismo

Definições:

  • O autismo é uma deficiência no desenvolvimento que se manifesta de maneira grave por toda a vida. É incapacitante e aparece tipicamente nos três primeiros anos de vida. Acomete cerca de 20 entre cada 10 mil nascidos e é quatro vezes mais comum no sexo masculino do que no feminino. É encontrado em todo o mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social. Não se conseguiu até agora provar qualquer causa psicológica no meio ambiente dessas crianças, que possa causar a doença.
  • ( Autism Society of American Associação Americana de Autismo-ASA).
  • Transtorno global do desenvolvimento caracterizado por: um desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado antes da idade de três anos, e apresentando uma perturbação característica do funcionamento em cada um dos três domínios seguintes: interações sociais, comunicação, comportamento focalizado e repetitivo. Além disso, o transtorno se acompanha comumente de numerosas outras manifestações inespecíficas, por exemplo: fobias, perturbações de sono ou da alimentação, crises de birra ou agressividade. (CID-10 – 2000)

Causas:

Não se conhece a causa do autismo, mas, estudos de gêmeos idênticos indicam que a desordem pode ser, em parte, genética, porque tende a acontecer em ambos os gêmeos se acontecer em um. Embora a maioria dos casos não tenha nenhuma causa óbvia, alguns podem estar relacionados a uma infecção viral, fenilcetonúria que é uma deficiência herdada de enzima, ou a síndrome do X frágil. Além disso, pode-se admitir que tenha relação com fatos ocorrido durante a gestação ou parto.

Sintomas:

Os sintomas do autista, geralmente persistem ao longo de toda a vida e são verificados através de muita observação, tais como:

  • Usa as pessoas como ferramenta, isto é, aponta objetos para que as pessoas peguem para eles sem manifestarem esforço para faze-lo.
  • Resiste a mudanças de rotina.
  • Isola-se e não se mistura a outras crianças.
  • Não mantêm contato visual com outra pessoa.
  • Age como se fosse surdo, não atendendo a chamados.
  • Resiste ao aprendizado.
  • Apresenta apego a determinados objetos.
  • Não apresenta medo de perigos.
  • Gira objetos de maneira estranho e peculiar.
  • Apresenta risos e movimentos com relação a nada.
  • Resiste extremamente ao contato físico.
  • Acentuada hiperatividade física.
  • Às vezes torna-se agressivo, destrói objetos, ataca e fere pessoas aparentemente sem motivo.
  • Apresenta certos gestos imotivados como balançar as mãos ou ficar balançando-se.
  • Apresenta comportamento indiferente e arredio.
  • Cheira ou lambe os brinquedos.
  • Etc...

Diagnóstico

Não existem exames laboratoriais ou de imagem que diagnostiquem o autismo. Os pais são os primeiros a notar algo diferente nas crianças autistas. Quando bebê mostra-se indiferente à estimulação por pessoas ou brinquedos, focando sua atenção por longos períodos em determinados itens. Outras crianças começam com um desenvolvimento normal nos primeiros meses para mais tarde tornar-se isolado a tudo e a todos. Normalmente, o diagnóstico é feito clinicamente através de entrevista e histórico do paciente. No entanto, tem famílias que levam anos para perceber algo anormal na criança, causando atraso para o início de uma educação especial, pois quanto antes se inicia o tratamento, melhor é o resultado.

Tratamento

O tratamento deve ser feito por uma equipe multi e interdisciplinar:

  • Tratamento médico - formado por pediatra, neurologista, psiquiatra e dentista.
  • Tratamento não-médico - formado por psicólogo, fonoaudiólogo, pedagogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta e orientador familiar.

Contudo, a família e a base do tratamento com envolvimento total ao mesmo, estes devem procurar uma fonte de apoio que pode ser um terapeuta, um amigo, uma religião e lembrar-se sempre que o autismo é para sempre, mas não é uma sentença de morte e todos os familiares devem procurar se informar ao máximo sobre o autismo, para poder auxiliar no tratamento.

Os medicamentos continuam sendo componentes importante para o tratamento, porém nem todos os pacientes deverão utilizá-lo.

O sucesso do tratamento depende exclusivamente da dedicação qualificação dos profissionais que se dedicam ao atendimento, bem como a dedicação e empenho dos familiares.

sábado, 12 de setembro de 2009

Os nutrientes certos na hora certa: criança saudável e feliz!

Os nutrientes certos na hora certa: criança saudável e feliz!

A frase que virou um hits bonitinho nos anos 80: comer, comer é o melhor para poder crescer; hoje é tema de grande preocupação! Deixar a criançada comer o que tem vontade e a qualquer hora do dia é uma atitude inadequada e perigosa.

A base da alimentação das crianças deve ser composta pelos macronutrientes (carboidrato, proteínas e lipídeos), vitaminas e; micronutrientes, fundamentais ao crescimento saudável como ferro, cálcio e zinco. Além das refeições principais (café-da-manhã, almoço e jantar), o certo é se alimentar a cada três horas e aliar isso a prática de exercícios físicos.

A quantidade de nutrientes importantes para cada faixa etária não varia; porém, à medida que a criança cresce, a ingestão calórica diária aumenta.

O difícil é aplicar esta teoria na prática e nos dias atuais. O aparecimento dos fast-food, o crescimento de guloseimas que aparecem nas gôndolas dos supermercados, o fácil acesso aos lanches gordurosos nas cantinas das escolas contribui muito para que as crianças percam o paladar e a vontade pelos alimentos considerados saudáveis e essenciais na alimentação.

Para o bebê até o 6º mês - Aleitamento materno exclusivo!

Para o bebê a partir de 6 meses de idade - Dos seis meses em diante, além do aleitamento, incluir uma alimentação de sal (almoço), que seja composta de alimentos energéticos (arroz, batata ou macarrão), protéicos (carnes de boi, frango ou peixe), alimentos coloridos ricos em vitaminas, minerais e fibras (cenoura, abóbora, couve-flor, abobrinha, agrião, brócolis, chuchu, etc); e ricos em ferro (folhosos verdes escuros). Inclua também um alimento do grupo das leguminosas (feijão, ervilha, lentilha ou grão de bico). De sobremesa sempre fruta, principalmente as da época que são mais saudáveis, livres de agrotóxicos! A consistência deve ser pastosa rala: tudo bem cozido e amassadinho, para facilitar a mastigação e a digestão.

A partir do sétimo ou oitavo mês, incluir outra alimentação de sal (jantar) e a partir daí a mãe já deverá ir evoluindo a consistência das preparações.


Na fase de recusa (entre 4 e doze anos) não se preocupe! É absolutamente normal a redução do apetite, pois a alimentação nesta fase passa a ser uma coisa menos interessante; além disso, descobrem suas próprias preferências e passam a rejeitar o que é imposto pelos pais. Na hora da fome dificilmente irão recusar um alimento! O que não deve ser feito é forçar a criança a comer. Isso faz com que ela associe os alimentos que não gosta a prêmios ou a castigos: “Coma e te deixo jogar videogame. Não coma e te proíbo de assistir à TV.” Esse tipo de atitude poderá mais tarde, levar a criança a comer por obrigação, sem a idéia de alimentação sadia.

Na lancheira evitar alimentos ricos em gorduras, que são digeridos lentamente e podem atrapalhar e diminuir o apetite das crianças na hora do almoço. Pão integral com queijo ou geléia, uma fatia de bolo caseiro e um suco ou um achocolatado são ótimas opções. Já para os que comem na cantina, ensinar a criança a dar preferência aos assados ou a um queijo quente será válido.

Guloseimas podem ser oferecidas à criança eventualmente e em pouca quantidade. Quando proibidos completamente, passam a ser hipervalorizados. Salgadinhos, bolachas recheadas e frituras são exemplos muito calóricos e pouco nutritivos!